Bully, um jogo que merecia sequência

Listei algumas franquias que anseio por novos capítulos e dividi o texto sobre cada uma delas em partes para a postagem não ficar muito longa. O título traz a frase merecer no passado porque aborda jogos cuja sequência é improvável ou está longe de acontecer, conforme sinaliza a ausência informações oficiais e especulações infundadas.

Fato é que existem muitos jogos excelentes que deixam um gostinho de ‘quero mais’. E nada mais justo do que encabeçar essa lista com Bully, que joguei pela primeira vez no Playstation 2 em um disco pirata que usualmente travava na cena de abertura. Não podia deixar as CG’s rolarem para não correr risco de tilt, portanto só pude acompanhar a história com mais detalhes quando finalizei o game pela segunda vez, dessa vez no Xbox 360.

arte-do-jogo-bully

Arte utilizada na tela de carregamento do jogo

Lançado em 2006 para a sexta geração de consoles e relançado em 2008 para a sétima, Bully possui uma legião de fãs, sendo um bem-sucedido jogo de ação e aventura em mundo aberto. A avaliação na Metacritic varia de 80 a 87.

Produzido pela Rockstar, o jogo apresenta diversas semelhanças com o carro-chefe da empresa: Grand Theft Auto (GTA), como jogabilidade em terceira pessoa, desbloqueio progressivo do mapa e um universo violento.

Os elementos do jogo enriquecem a ambientação hostil, na qual assumimos o controle de Jimmy Hopkins, garoto recém-chegado em um colégio frequentado por alunos que se fragmentam em grupos de atletas, nerds, líderes de torcida e outros que, consequentemente, desencadeiam desavenças sociais.

Confira abaixo o trailer oficial do jogo Bully:

É impossível avançar no game de forma pacífica. De uma maneira ou outra, você acaba tomando partidos, criando aliados e também inimigos. A pluralidade de afazeres dentro do jogo é um dos pontos mais altos, com diversas atividades e ambientes exploráveis, sejam eles escolares ou extraescolares.

O jogo possui um sistema de horário específico para início de aulas, missões e até de repouso do Jimmy — você tem um limite para alcançar a cama e, caso não consiga, o protagonista adormece onde está, acordando com algum prejuízo, como sem sapatos ou calças.

Além disso, cabe ressaltar as diferentes épocas e estações que ambientam o universo de Bully no decorrer do progresso. Particularmente, eu adorava as decorações natalinas e do dia das bruxas.

Confira o vídeo gameplay comentado de Bully durante a festa do dia das bruxas, retirado do canal do Funky Black Cat:

Ao finalizar o game, você consegue o respeito de todos os grupos da Bullworth Academy, ficando livre para explorar todo o mapa do jogo. A história não sinaliza nenhuma continuação com Jimmy, mas o sucesso generalizado de Bully faz com a franquia seja uma das mais requisitadas por um segundo jogo.

De 2006 para cá, muitos rumores de Bully 2 já surgiram, mas nenhuma informação foi oficialmente confirmada pela Rockstar. Recentemente, pouco antes da E3 2017, a Game Informer — mídia conhecida por catalogar jogos — registrou uma página intitulada Bully 2: Kevin’s Back Jack.

Foi o suficiente para inflar os sites de notícia de uma possível sequência, mas poucos dias depois, a própria Game Informer desmentiu a informação em seu Twitter. Para esfriar ainda mais os ânimos, o assunto não foi mencionado na feira, como se esperava.

um comentário

  1. […] lista é tão imensa que me preocupei em escrever uma matéria para cada franquia, como já fiz com Bully e Alan […]

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Murillo Magaroti

Jornalista e escritor