Alan Wake, um jogo que merecia sequência

Arte utilizada na capa do jogo Alan Wale

Alan Wake, exclusivo para as plataformas da Microsoft, é um símbolo de persistência. Lançado em 2010 para Xbox 360 e em 2012 para PC, o jogo ficou cinco anos no forno. O primeiro anúncio foi na E3 de 2005, e ficou sob rumores de cancelamento nos anos seguintes.

A princípio, o game traria um mundo aberto no estilo GTA, com um enredo de terror e suspense. Mas as diversas mudanças durante o longo período de desenvolvimento influenciaram os criadores a fechar o mapa e dividir a história em seis episódios, agora em um sistema linear.

Confira abaixo o primeiro trailer de Alan Wake, revelado na E3 de 2005, e o último trailer feito para o jogo antes de seu lançamento (respectivamente):


Essa alteração fez muito bem para o jogo, que agora apresenta um survival horror primoroso, satisfazendo uma legião de fãs carentes em uma época escassa desse gênero. Eu era um deles. E sempre ficava muito aliviado ao encontrar um safepoint iluminado que interrompia a trilha temorosa que embala as frequentes fugas do protagonista contra a escuridão. Ou então, ao encontrar as raras munições e baterias de lanterna.

COMO É O JOGO
No game, controlamos o escritor Alan Wake vivendo uma fase de bloqueio de criatividade. Insatisfeito, ele parte em busca refúgio para a cidade de Bright Falls, onde fica hospedado numa cabana isolada. Após um desentendimento com sua esposa Alice, Alan a escuta gritar e cair no lago próximo de onde estavam.

Ao tentar salvá-la, Alan perde a consciência e acorda misteriosamente em um acidente de carro, na estrada, durante a noite. A partir daí, você começa a aventura em busca por sua amada e por respostas ao mistérios que desencadeiam na cidade.

Durante o jogo, Alan vivencia os eventos de seu último livro, o qual ele não lembra de ter escrito. Quando alcança a cidade, a polícia lhe informa que ele está desparecido por uma semana e que não existe nenhuma cabana onde ele alega o sumiço de sua esposa.

A ambientação do game varia entre a pequena Bright Falls, a desolada floresta que circunda a cidade, parques, fazendas, entre outros. Durante o dia, você interage com os personagens da história e tenta solucionar os mistérios. Já durante as noites, você quase sempre está sozinho e precisa fugir contra a estranha escuridão que se apossa de objetos e seres humanos para te atacar.

Confira abaixo um vídeo gameplay de Alan Wake jogado no PC com as configurações gráficas no limite.

Só é possível derrotar a escuridão após direcionar a luz para ela. Você pode fazer isso com lanternas, sinalizadores, projetores e outros elementos, deixando objetos inanimados novamente ou os seres humanos vulneráveis a projéteis.

Essa proposta resulta numa jogabilidade dinâmica e, ao mesmo, angustiante. E as coisas vão ganhando ares mais misteriosos conforme você encontra manuscritos do livro no decorrer do jogo, que antecedem eventos que estão para acontecer — o que consequentemente te dá dicas para se livrar de maiores problemas.

PARECE, SPOILER E SEQUÊNCIA
Com avaliação média de 83 na Metacritic, Alan Wake é considerado um excelente jogo. Certamente, está entre os 10 melhores exclusivos para Xbox 360. Atende muito bem ao gênero de sobrevivência com uma atmosfera que dá medo.

A principal ressalva é que o game é muito curto. Um verdadeiro balde de água fria considerando que o trabalho levou cinco anos para ficar pronto. A Remedy, desenvolvedora responsável por Alan Wake, fez duas DLC’s para complementar a história, mas a questão não deixa de ser frustrante — até porque o conteúdo é pago.

Resumidamente (SPOILER), a história do jogo diz que o lago é um espirito mal-assombrado capaz de transformar ficções em realidade. Essa força sobrenatural usou Alan durante uma semana, forçando-o a escrever o livro que ele não lembra para expandir seu poder. Mas o protagonista consegue reverter a conspiração e, supostamente, derrota o espírito com um artefato.

Contudo, para salvar Alice, Alan teria que voltar ao lago. Na cena final do jogo, Alice emerge e Alan é visto dentro da cabana, começando um novo texto na máquina de escrever. “It’s not a lake. Its an ocean“. Essas são as palavras que ele escreve, logo antes de subirem os créditos. Cá entre nós: é pano pra manga para um nova história — o espirito não foi derrotado, e agora é muito maior do que um lago.

Por esse motivo e por tudo de bom que Alan Wake proporcionou, esperei ansiosamente por uma sequência da saga desde 2010. Mas a única coisa oficial foi o anúncio de Alan Wake’s American Nightmare, uma sequência arcade lançada em 2012, cuja história não entra na cronologia.

A Remedy já declarou que o projeto não foi encerrado, e que ainda possui material para dar continuidade. Parece que trabalhar em longos períodos é uma característica da empresa. Virtude ou defeito, só espero que um possível Alan Wake 2 mantenha vivo o estilo survival com os mistérios e dinâmica do primeiro.

3 comentários em “Alan Wake, um jogo que merecia sequência

    1. Seria ‘lindimais’.
      Na verdade, esse foi o motivo do hype tão alto do Alan Wake no seu primeiro anúncio. Era algo muito inovador.

      Depois, quando revelaram que o jogo seria linear, a galera já desmotivou. Até porque, o projeto estava sendo tratado como apenas ‘promessa’. Muitos desacreditavam que ainda seria lançado.

      Mas o resultado final foi muito bom, então tá valendo.

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