Jogos nacionais impressionam na 10ª Brasil Game Show

A Brasil Game Show (BGS) já é considerada o maior evento de jogos eletrônicos da América Latina. Neste ano, a décima edição da feira reuniu mais de 300 mil pessoas entre os dias 11 e 15 de outubro, em São Paulo.

Com números tão expressivos, a BGS também serve como uma grande vitrine para o mercado. Não é à toa que os estandes do Xbox e PlayStation, das gigantes Microsoft e Sony, ocuparam grande espaço do pavilhão da Expo Center Norte. Além disso, mais de 250 empresas participaram desta última edição.

brasil-game-show

Dentre elas, também estavam os desenvolvedores nacionais de jogos. Dispostos na área indie da feira, os criadores brasileiros apresentaram jogos para diversas plataformas, com tecnologias e propostas variadas. A qualidade de muitos deles chamaram atenção tanto do público quanto da imprensa especializada.

Vale destacar, ainda, que o espaço ocupado por esses desenvolvedores na 10ª BGS dobrou em relação à edição de 2016, apontando que a exposição do mercado brasileiro de jogos vive uma crescente.

PEGUE SEU VIOLINO
Em desenvolvimento há oito anos pelo estúdio paulistano Among Giants, Distortions foi apresentado como uma das maiores promessas do mercado nacional de jogos. Trata-se de um single-player que mistura música, suspense e drama, prometendo 15h de experiência.

O jogo se passa em um lugar estranho onde o tempo parece estar parado. O jogador controla a Garota, personagem que utiliza um violino como arma e os relatos de seu diário como guia durante a aventura.

Distortions foi premiado pela GameSpot como um dos 20 melhores jogos da 10ª BGS. Além disso, também já foi premiado pela BIG e SPCine.

Embora a Among Giants ainda não tenha divulgado a data de lançamento, o jogo recebeu sinal verde da comunidade da Steam — o que significa que a Valve está em contato com os desenvolvedores para preparar o lançamento.

Confira o trailer-gameplay de Distortions:

REFERÊNCIAS DE PONTA
Ousada, a desenvolvedora Massive Work Studio pretende tornar o jogo Dolmen um AAA do segmento. Com profissionais brasileiros que participaram da produção de Injustice 2 e World of Warcraft, a equipe do estúdio parece se preparar mesmo para essa missão.

Além disso, Dolmen parece mesmo bem pretensioso com sua jogabilidade que mistura um Dead Space, Dark Souls e Mass Effect. Ambientado em um mundo futurista, o jogo de aventura com elementos de RPG também possui um visual bem texturizado e rico em detalhes.

A Massive Work Studio planeja arrecadar verba por meio de financiamento coletivo na plataforma Kickstarter a partir de janeiro de 2018, e prevê um early acess na Steam em abril. Se tudo ocorrer conforme o planejado, Dolmen deve ser lançado para Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch em 2019.

Confira o trailer de Dolmen:

DOS INOVADORES AOS CLÁSSICOS
A variedade de propostas foi, de fato, um marco da área indie na 10ª BGS. Os estúdios brasileiros trouxeram um ou mais jogos cuja jogabilidade ora misturava tecnologias novas, ora resgatavam mecânicas clássicas, o que agradou diversos perfis de jogadores.

Pixel Ripped 1989, por exemplo, é um jogo em realidade virtual para PC que leva o jogador à saudosa década de 1980. Em desenvolvimento pela Arvore Immersive Experiences, trata-se de um jogo dentro de um jogo.

Isso porque, além de entrar na pele da protagonista Nicola em uma sala de aula 3D para interagir com a professora e os alunos, o jogador também pode brincar com o console portátil da protagonista, o qual executa um jogo de plataforma em 2D.

Confira o teaser de Pixel Ripped 1989:

Por outro lado, No Heroes Here é um jogo que traz o clássico modo multiplayer cooperativo, podendo ser jogado online ou localmente por até quatro jogadores.

Desenvolvido pela Mad Mimic Interactive, o jogo apresenta visual 2D em estilo pixel art. O objetivo consiste em defender o castelo contra inimigos invasores, demandando comunicação entre os parceiros para produção dos recursos mais adequados durante a campanha.

Já disponível na Steam, No Heroes Here também deve ser lançado para Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch em 2018.

Confira o trailer de No Heroes Here:

Dentre as empresas não citadas da área indie, estão a Dreaminside Studio, Anguis Game Studio, GUTS, Cat Nigiri, Sinergia Studios, Yokai Collective Studio, Nixtor Game Studio, Onanim Studio, Ambize Studio, Void Studios, Flipflop Lab, R.M.A.L, Game Nacional, SouthBox Game Studio, Indústria de Jogos, PONG, 9 Tales Studios, Knackwire, Behold Studios, Genos Studios, Hexa Game Studio, entre outras.

O QUE MAIS ROLOU
A diversidade de atrações foi o principal diferencial da 10ª BGS, com lançamentos do setor, campeonatos entre times profissionais de eSports, convidados internacionais, competições de cosplay, participação de YouTubers etc.

Grandes nomes da indústria mundial estiveram presentes na Expo Center Norte para dar palestras, autógrafos e participar de outras atividades. Dentre eles, destacam-se Hideo Kojima (criador da série Metal Gear), Phil Spencer (chefe da divisão de Xbox da Microsoft), Ed Boon (criador da série Mortal Kombat), Nolan Bushnell (criador do Atari 2600), David Crane (criador do Pitfall), Stephen Bliss (artista sênior da Rockstar entre 2001 e 2016), entre outros.

Dentre os principais lançamentos disponíveis para o público jogar durante a feira, destacam-se Call of Duty: World War II, da Activision; Assassins Creed: Origins e Far Cry 5, da Ubisoft; Detroit: Become Human, da Sony; Dead Rising 4 e Monster Hunter World, da Capcom; Gran Turismo Sport, da Polyphony Digital; Need For Speed: Payback e Star Wars Battlefront II, da EA; e Sea of Thieves, da Rare.

Além disso, também haviam muitos jogos já lançados disponíveis para o público nos estandes, como Battlefield 1 Revolution e Fifa 18, da EA; PES 18, da Konami; CupHead, da MDHR; Black Desert Online, da RedFox; PUBG, da BlueHole Studios; Uncharted: The Lost Legacy, da Naughty Dog, entre outros.

Os campeonatos de eSports aconteceram em uma arena patrocinada pela Vivo, com apresentador, narrador e comentarista. Foram realizados um torneio feminino e outro masculino de Counter Strike: Global Offensive, um campeonato universitário de League of Legends, uma competição individual de Clash Royale e o tradicional campeonato de Dota 2.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.