Jogo de Stranger Things une visual retrô e jogabilidade simples

Lançado para as plataformas mobile iOS e Android, Stranger Things: The Game passou batido do meu 2017. Na primeira vez que o vi, faltavam pelo menos 30 dias para a Netflix liberar a segunda temporada da série. Na época, não aturava mais tamanha publicidade sobre o produto, e resolvi ignorar essa nova.

Longe dos consoles em uma viagem de 15 dias, resolvi baixar o jogo após ver minha namorada vidrada nesse tal de advergame. Aliás, baixei ao perceber que estava horas com o celular dela na minha mão, avançando em uma nova campanha. Precisei excluir uns cinco aplicativos do meu celular, que é um TP-Link Neffos C5, para conseguir baixar.

Isso que sou mesquinho com os aplicativos que tenho instalados. Mas naquela altura, Stranger Things: The Game já havia cativado meu desejo em desbloquear todos os personagens, coletar todos os itens e derrotar todos os chefes.

Essas férias de final de ano foram umas das mais felizes da minha vida, e esse jogo completou as horas tediosas, que há em toda cidade pequena, com muita diversão.

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Tela inicial do jogo de Stranger Things

RESGATES E MUITA EXPLORAÇÃO
O jogo começa com o xerife Jim Hopper atendendo uma ligação. Ele precisa ir até os laboratórios em Hawkins à procura de garotos perdidos. O objetivo todo do jogo consiste em derrotar os inimigos e resolver os puzzles de cada cenário para avançar em busca de novos personagens.

Os personagens resgatados podem ser controlados a qualquer momento pelo jogador, e cada um deles possui uma habilidade diferente. Hopper, por exemplo, é capaz de entrar no mundo invertido, que contém atalhos para outros locais bloqueados. Lucas, primeiro personagem a ser resgatado, arremessa pedras de longe, o que pode ser estratégico para determinados quebra-cabeças.

Conforme avança as fases, os quebra-cabeças e combates ficam mais desafiadores. Antes de começar a campanha, é possível escolher entre os modos Normal e Classic. A diferença é que o segundo é mais complicado, pois quando o jogador morre, ele retorna no início do mapa da instalação que adentrou, precisando resolver tudo novamente.

Além de resgatar os personagens, o jogador também pode explorar o mapa atrás de itens colecionáveis, que servem para cumprir missões secundárias junto ou para desbloquear baús que recompensam o jogador com melhorias, como maior capacidade para carregar munições, maior quantidade de vidas, entre outros.

A narrativa não se relaciona com os acontecimentos da série. Embora a aventura apresente característica linear, o jogador é forçado a ir e voltar diversas vezes no mapa — principalmente se quiser coletar todos os gnomos, fitas VHS e outros itens —, pois determinados locais só podem ser acessados com habilidades de outros personagens.

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Todos os personagens jogáveis de Stranger Things: The Game

GIRLS JUST WANNA HAVE FUN
De todos os personagens jogáveis, os mais fortes são Nancy e Eleven. Pelo menos no quesito combate, já que cada personagem possui sua utilidade. Bill é capaz de passar por tubulações pequenas, o que permite ao jogador ir a cenários escondidos para encontrar itens ou desbloquear passagens.

Mike utiliza uma lanterna para atordoar inimigos. Fora das instalações, ele pode se movimentar com sua bicicleta, garantindo maior agilidade à exploração, além de saltar sobre rampas para encontrar locais escondidos também. Dustin arremessa biscoitos para distrair inimigos, o que pode ser feito na entrada de cavernas para remover ursos que estão bloqueando a entrada.

Já Nancy utiliza um bastão para quebrar troncos e paredes rachadas. Ao fazer a missão secundária de Steve, ela recebe um bastão com pregos e se torna a personagem com maior dano do jogo. Eleven só pode ser desbloqueada ao final do jogo, após coletar todos os waffles. Ela ataca inimigos à longa distancia com telecinese, além de conseguir entrar em piscinas para chegar em locais escondidos.

Também é possível desbloquear a personagem Max. Mas essa foi a que menos gostei de jogar. Isso porque ela arremessa dinheiro nos inimigos — o que deve estar relacionado com o fato dela jogar fliperama. Mas preferi não gastar as moedas. Além disso, não há muita diferença entre ela e Lucas no quesito jogabilidade.

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Visuais de Stranger Things: The Game remetem aos jogos da década de 1980

I LOVE THE 80’S
Stranger Things: The Game apresenta um visual que remete aos jogos da década de 1980, com arte pixelada e trilha 8-bit. É muito semelhante à The Legend of Zelda: A Link to the Past, lançado em 1991 para Super Nintendo.

A jogabilidade é muito simples e intuitiva. Isso porque todo o controle é feito com um toque na tela, tanto para movimentar os personagens quanto para interagir com elementos, avançar diálogos, golpear inimigos, entre outros.

Ou seja, Stranger Things: The Game presta uma homenagem aos clássicos jogos de aventura da década de 1980 em uma plataforma super moderna, de maneira simples e divertida.

Além de proporcionar bastante imersão aos jogadores que gostam de explorar mapa atrás de itens, resolver objetivos paralelos e solucionar quebra-cabeças, o jogo ainda agrada os fãs ao apresentar os famosos personagens e localidades da série. E o melhor: é de graça.

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