Um “viral” no Instagram: quando o divertir vai além

Sabe aqueles “virais” bregas da internet? Tô falando desde aqueles e-mails que seu pai lia aos domingos no Windows 98, repassando pra família toda, até scraps interativos do Orkut publicados pela sua tia e vizinha. Então, eles evoluíram.

No Instagram, essas coisas brotam aos montes nos stories. E vão ficar entre nós por muito tempo enquanto conseguirem distrair; desviarem nosso foco. Pois esse é o significado literal de diversão.

Vou abordar neste texto um específico: o desafio de 30 dias. Nele é preciso responder uma questão diferente por dia ao longo de um mês. Tem o “30 Dias de Cinema”, por exemplo, no qual um dia você revela seu filme favorito, no outro a trilogia, e assim vai.

No Twitter, o @viniciusgoro convidou seus seguidores para “brincarem” com ele neste desafio, só que focado num em jogos eletrônicos que ele criou. Me identifiquei e aderi ao tal do Desafio 30 Dias de Games (baixem a arte neste link, caso queiram fazer também).

Até deu para mensurar quais seguidores estavam interessados em acompanhar minhas publicações sobre jogos. E os números superaram minhas expectativas — já que nunca vou utilizar esses dados na minha vida, seguem aqui: uma média de 80 entre meus poucos, mas preciosos 440 followers, o que representa cerca de 18%.

30-dias-de-games-desafio.insta

Os comentários vieram de diversos seguidores

Agradeço quem acompanhou e interagiu. Por mais subjetivas que fossem, algumas escolhas renderem discussões no chat particular da plataforma. Umas com tom engraçado, outras nostálgicas, e até aquelas contestadoras  — no final, me arrependi sim de determinadas decisões.

Fora isso, também exercitei o raciocínio para lembrar experiências vividas há mais de uma década e, principalmente, me diverti — tal como faço com os jogos. Então decidi compilar meu desafio abaixo:

  1. Jogo clássico favorito – Sonic: The Hedgehog (foi com ele que começou minha paixão por jogos eletrônicos, onde aprendi a superar o primeiro boss sozinho, dividir o controle depois de perder uma vida e por aí vai).
  2. Jogo que mais jogou – Ragnarok (poderia ter escolhido Duck Hunt ou Pacman, minha primeira experiência de fato com jogos eletrônicos, pois o MMROPG só chegou para mim na pré-adolescência. No entanto, proporcionou muito aprendizado ao me introduzir no mundo online, o que Tibia já vinha desenhando antes).
  3. Franquia favorita – Metal Gear Solid (Hideo Kojima revolucionou a indústria em todos os aspectos com essa obra e ganhou minha devoção).
  4. Ação/aventura favorito – Jackie Chan (talvez não tenha sido a melhor escolha, pois o gênero é abrangente demais, cabendo títulos que são mais importantes para mim, como Dark Souls, The Witcher 3, Battletoads, The Revenge of Shinobi, Mirror’s Edge, Spider-Man de 2000 e muitos outros).
  5. RPG favorito: Mass Effect (fiquei na dúvida entre este ou Fallout 3. Tem muitos outros RPG’s na minha bagagem, mas a obra da BioWare ainda ocupa um lugar de preferência na minha memória. Pena que desandou totalmente a partir do terceiro).
  6. Jogo de luta favorito: The King of Fighters (escolha difícil, uma vez que cresci com a fita do Mortal Kombat II plugada no Megadrive. Mas as fichas gastas em fliperamas de esquina para montar um trio em KOF 97 e 98, que depois evoluiu em extensas jogatinas no PlayStation, me tornam mais próximo da franquia da SNK).
  7. Shooter favorito: Syphon Filter (escolha precipitada. O primeiro e o segundo Medal of Honor foram mais marcantes, e até hoje trazem melhores lembranças até mesmo do que Call of Duty e Left 4 Dead, que joguei bastante no online. Ainda assim, Syphon Filter é um excelente jogo e teria ao menos menção honrosa).
  8. Protagonista favorito: Solid Snake (o clone carismático e imperfeito de Big Boss é ídolo entre quase todos os apreciadores de Metal Gear Solid, e com certeza seria minha primeira escolha se eu fizesse o desafio mais cem vezes).
  9. Antagonista favorito: Ocelot (o personagem sempre advoga por causa própria, traindo companheiros e trocando inúmeras vezes de lado durante o enredo de Metal Gear Solid. Pode parecer fanatismo com a franquia, ou evidência da obra-prima que Kojima nos entregou).
  10. Jogo superestimado: Fortnite (Battle Royale é bastante cansativo, e Fortnite tem tudo aquilo que menos me atrai no gênero).
  11. Jogo subestimado: Detroit: Become Human (além trazer evolução ao gênero “filme interativo”, o título da Quantic Dream aborda o futuro não tão distante da inteligência artificial, com discussões de cunho social como pano de fundo. Média de 78 no Metacritic é desaforo).
  12. Trilha sonora favorita: Castlevania: Symphony of the Night (a música é fundamental na experiência do jogo, tanto que está em seu título. Posso dizer que esse jogo educou meus ouvidos, ainda na infância, no quesito trilha sonora. Ouço até hoje o soundtrack do game, que inclusive está no Spotify).
  13. Jogo que marcou sua infância: Streets of Rage (minha primeira experiência de local coop, mas ainda trocaria por Tony Hawk’s Pro Skater, título que me introduziu ao PlayStation, garantiu muitas horas de diversão com manobras e desafios, estimulou criatividade na composição de pistas e apresentou músicas que até hoje compõem minhas playlists).
  14. Jogo com a melhor plot twist: Heavy Rain (existem muitas outras reviravoltas que me impressionam, mas o que acontece neste outro título da Quantic Dream foi mais inesperado e num momento que estava totalmente imerso no enredo. Nunca esqueço a boca aberta quando descobri quem era o verdadeiro assassino do origami).
  15. Personagem para ser por um dia: Geralt de Rívia (defino-o como uma espécie de Wolverine versão bruxo. Quem sabe um dia acordo colhendo contratos num vilarejo para matar criaturas e demônios).
  16. Cena mais triste: Gears of War 2 (essa foi a escolha mais errada de todo o desafio. Citei a cena em que o coadjuvante Dom encontra sua esposa. Por mais triste que seja, não se compara às lagrimas que escorreram no desfecho de Red Dead Redemption e The Walking Dead, além da introdução de The Last of Us).
  17. Casal favorito: Elena e Drake (desde o primeiro Uncharted que “shippo” os dois. Elena é uma repórter atrás de grandes histórias e Drake busca tesouros proibidos; ancestrais. É clichê pra caralho, mas a Naughty Dog fez muito bem para nos deixar imerso na aventura. Vale contar que, no quarto título, eles estão casados e quem salva quem é uma inversão de “costumes” gostosa de ver).
  18. Todos deveriam jogar: Portal 2 (e o primeiro também. É magnífico como a Valve conta a futurística e já batida história de robôs inteligentes com boa dose de humor e originalidade, fora a jogabilidade monstruosa baseada somente em puzzles. É de tirar vinte chapéus).
  19. Todos jogaram menos você: The Legend of Zelda: Ocarina of Time (Nintendo nunca foi muito presente na minha vida, mas ainda vou reservar um tempo para dar atenção a esse título, prometo).
  20. Jogando atualmente: Red Dead Redemption 2 (e ainda estou. E provavelmente vou jogar por mais outros meses, dada a densidade, qualidade e atenção aos detalhes que a Rockstar embutiu no título).
  21. Capa de jogo favorito: GTA: San Andreas (colorido, com estilo harmônico, padronizado com o que a séria já vinha propondo desde o terceiro título e, principalmente, marcante).
  22. Gráfico/estética mais bonita: Uncharted 4 (tanto pela representação realística quanto pela composição estética, do rosto dos personagens aos detalhes no entalhe de objetos de civilizações extintas).
  23. Sequência de jogo decepcionante: Dead Space 3 (tinha tudo para ser a salvação do survival horror da sétima geração, mas sabe-se lá porque, talvez pela mão do mercado, mudou radicalmente para mais um shooter qualquer no fim da trilogia. Mesma coisa que aconteceu com Mass Effect. Curiosamente, ambos são distribuídos pela EA).
  24. Planeja jogar em breve: Sekiro: Shadows Die Twice (mais uma obra grandiosa de Hidetaka Miyazaki, lembrando o bom e velho Tenchu e bebendo da fonte da consagrada série “Soulsborne”. Forte candidato a melhor game de 2019, arrisco).
  25. Cena épica: Ellie e a girafa em The Last of Us (carregado de cenas tensas, o jogo se passa em um mundo pós-apocalíptico onde os humanos estão sendo dizimados por um vírus. Durante a longa jornada em busca da cura, a dupla Ellie e Joel se deparam com girafas, talvez a primeira que a garota viu na vida. O mundo parece parar enquanto mostra a personagem acariciando o animal, ao mesmo tempo em que sinaliza uma esperança de vida naquele mundo).
  26. Console favorito: PlayStation (onde descobri a tamanha variedade de gêneros e desenvolvi prática e intimidade com o joystick, os desafios, os idiomas, a intuição, o raciocínio lógico, a observação e, principalmente, onde dividi muitas experiências e me diverti. Não é à toa que muitas escolhas acima remetem à geração que a Sony lançou este seu primeiro console).
  27. Jogo indie favorito: Limbo (não possuo muitos indies na bagagem, mas o título da Playdead foi um daqueles que finalizei incontáveis vezes. Não tem uma história esclarecida, sendo baseado totalmente na experiência da jogabilidade, que é repleta de puzzles e ambientada em um lugar sombrio e asqueroso).
  28. Achou que não ia gostar mas amou: League of Legends (pois é, paguei uns três anos de língua, quando falava que nunca gostaria de jogar o sucesso da Riot Games. Até hoje, não domino a complexa estratégia do Battle Arena, mas ganhei muitas horas de diversão aprendendo, participando de eventos, party’s e até partidas ranqueadas).
  29. Desenvolvedora favorita: From Software (mais justo possível pelo que ela fez nesta década. A série Soulsborne resgatou o significado de desafio nos games, e com muita qualidade. Está na hora da From Software ser laureada pela The Game Awards. Ademais, menções necessárias à Naughty Dog, Rockstar Games e Valve, além da Capcom que vem se adaptando bem ao mercado).
  30. Jogo favorito de todos os tempos: Resident Evil 3 (tinham muitos outros candidatos na lista, mas este foi o game que mais joguei no PlayStation, quiçá na vida. Perdi as contas de quantas vezes finalizei, investi horas no modo Mercenaries e me apaixonei pela franquia, sentimento que hoje é metade ódio. Recebi comentários positivíssimos pela escolha. Ou talvez por ter acabado o desafio).
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