Pós E3 2019: cinco jogos que merecem mais audiência do público

Entre os dias 11 e 13 de junho, aconteceu a 25ª E3, maior feira de jogos eletrônicos do mundo. Assim como virou costume em edições anteriores, houve muitas críticas por parte do público quanto aos anúncios, que são a principal atração do evento.

Com a ausência da conferência presencial da Sony, nenhum anúncio de grande impacto em relação aos consoles da próxima geração e poucas surpresas, o sentimento de pessimismo tomou conta de parte da audiência.

O contraponto disso se deu por títulos “medalhões” e “prodígios”, como Cyberpunk 2077, Halo Infinite, Final Fantasy VII: Remake, The Legend of Zeld: Breath of Wild 2, entre outros. No entanto, olhando o copo de outra perspectiva, é possível notá-lo ainda mais cheio com jogos que não receberam tantos holofotes.

Prova disso pode ser o levantamento feito por Mike Armbrust, desenvolvedor e fundador VizionEck, e divulgado por Daniel Ahmad, analista sênior da Niko Partners. O estudo elenca os trailers mais vistos no YouTube fora dos canais E3 2019, mas de jogos que estiveram nela.

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Trailers mais vistos da E3 2019 no YouTube, fora dos canais da feira.

Os demais dados do relatório estão disponíveis no fórum da VizionEck.  O gráfico acima lista 20 games, dos quais escolhi cinco entre os 10 últimos para explicar porque mereciam mais atenção do público.

ELDEN RING

Quase não coloquei este na lista. Com quase três milhões de views, de acordo com o levantamento, fica difícil dizer que teve baixa audiência. Por outro lado, perde feio para títulos como Marvel’s Avengers e Stars Wars — cabe informar que os dados incluem anúncios na plataforma, o que pode influenciar nas colocações.

Elden Ring é mais um título da From Software. A desenvolvedora é prestigiada pelo sucesso de Demon’s Souls, Dark Souls, Bloodborne e, por que não, do recente Sekiro: Shadows Die Twice. Muito mais do que um RPG de ação difícil, os títulos da japonesa calibram desafio elevado com o game design recompensador, estimulando o jogador a sempre se superar.

Grande nome por trás da From Software, o diretor Hidetaka Miyazaki embute trama de poder ambientação medieval e acontecimentos pré-apocaliptícos em seus títulos. Tudo isso promete ficar ainda mais intenso com o anúncio da colaboração de George R. R. Martin no jogo —  escritor de As Crônicas de Gelo e Fogo, adaptadas na TV em Game of Thrones, da HBO. Sem data de lançamento, o jogo sairá para PC, XBO e PS4.

GHOSTWIRE: TOKYO

Talvez por ser um título inédito, GhostWire: Tokyo não chamou tanta atenção como merecia. O jogo está sendo desenvolvido pela Tango Gameworks, outro estúdio japonês, responsável pelos survival horror The Evil Within 1 e 2. Publicados em 2014 e 2017 pela Bethesda, estes jogos não fizeram lá aquele sucesso, com problemas de mecânica e de avanço que tornam a experiência cansativa.

Mesmo assim, The Evil Within se posiciona com bons pontos e cumpre o que promete dentro de um gênero carente no mercado. GhostWire: Tokyo deve potencializar essa proposta. É bom lembrar, ainda, que a desenvolvedora conta com Shinji Mikami, criador de Resident Evil.

GhostWire: Tokyo será ambientado na capital do Japão, só que totalmente desabitada. Em uma premissa que lembra bastante o filme “Extermínio”, o jogador terá que descobrir porque a cidade está vazia e livrá-la do mal. O protagonista terá habilidades misteriosas, enquanto a ambientação promete envolver lendas urbanas e conspirações. O jogo também não tem data de lançamento e chega para as mesmas plataformas.

DOOM ETERNAL

Doom é um título de bastante prestígio no mundo dos jogos, sendo responsável pela popularização do gênero FPS (First Person Shooter, ou Tiro em Primeira Pessoa), lançado em 1994. De lá pra cá, o jogo recebeu sequências e expansões até sua tecnologia ficar ultrapassada, antes mesmo dos anos 2000.

Ainda assim, é uma marca valiosa. Tanto que recebeu uma releitura em 2004 (Doom 3) e um reboot para a atual geração de consoles, em 2016 (Doom). Embora este mais recente tenha atingido excelentes notas (média de 85/100 na Metacritc), o longo tempo de produção do jogo (oito anos) ofuscou o brilho que ele merecia.

Em Doom Eternal, esse trauma ainda parece assombrar a audiência. Mas aqui, não há receios quanto ao lançamento. A desenvolvedora id Software, responsável desde o primeiro jogo da década de 1990, e novamente a Bethesda como distribuidora, já prometeram a sequência do reboot para 22 de novembro de 2019. O game chega para Stadia, PC, XBO, Switch e PS4.

BORDERLANDS 3

Carro-chefe da desenvolvedora Gearbox Software e publicado pela 2K Games, Borderlands é uma franquia que polariza o público. Há quem ame e quem odeie. Trata-se de um FPS com elementos de RPG em mundo aberto pós-apocalíptico. É um jogo com gráficos em cel shading que combina uma grande variedade de técnicas e estilos, imprimindo um conjunto único.

O primeiro título foi lançado em 2009 e recebeu uma sequência em 2012, além das expansões que acrescentam muitas horas à já extensa jornada da franquia. Borderlands 3 não deve fugir da essência que ostentou até agora, o que inclui personagens marcantes, tiro-teio frenético, viagens de exploração e um alto fluxo de loot.

No entanto, o terceiro título da franquia conta com novidades. Uma delas é a ambientação além do planeta Pandora e do satélite Elpis. Também há novos personagens com habilidades únicas para variar ainda mais o gameplay insano do jogo, que chega às prateleiras no dia 13 de setembro para PC, XBO e PS4.

DYING LIGHT 2

Outro jogo de FPS com elementos de RPG em mundo aberto, mas que se passa fictícia cidade de Harran, ambientada por um apocalipse zumbi. Dying Light também divide opiniões, e possui sim bastante falhas em seu game design, além de uma repetitividade que torna a experiência menos atrativa e fácil de se largar.

Sucessor espiritual do também criticado Dead Island, Dying Light foi lançado em 2015 pela Warner Bros, sendo desenvolvido pela Techland. Apesar dos reveses, o jogo oferece um mapa grande com bastante coisas para se fazer. O mais legal mesmo são as inúmeras possibilidades de matar e mutilar zumbis, além dos desafios com monstros maiores e a dinâmica de se abrigar em esconderijos durante a noite e a madrugada — quando é praticamente impossível sobreviver.

Esses aspectos se transformam em diversão ao longo da campanha, permitindo que o jogador até esqueça o enredo clichê e a repetitividade. Há potencial para que Dying Light 2 se redima dos seus pecados, preservando o que tem de bom. A sequência se passa 15 anos após os acontecimentos do primeiro título. Antes concentrado em uma só cidade, agora o vírus se espalhou por todo o mundo, dando início ao que chamam de “Idade das Trevas Moderna”. Sem previsão de lançamento, Dying Light 2 sairá para PC, XBO e PS4.

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