Em crescimento, mercado de jogos no Brasil recebe novo incentivo à diversidade

A indústria de jogos eletrônicos no Brasil já é líder na América Latina e a 13ª maior em todo o mundo. Segundo estudo da PwC, o mercado nacional de games possui um faturamento de aproximadamente US$ 1,5 bilhão, e deve crescer em cerca de 5,3% até 2022.

O II Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais mostra que existem 375 empresas deste segmento formalizadas no País. Porém, dentre elas, mais da metade não possui nenhum negro no seu quadro de funcionários.

Pensando em mudar este panorama, a Abragames (Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais) lançou o selo de Apoio e Incentivo à Diversidade Racial. A ideia é promover a cultura do respeito e da igualdade nos ambientes de trabalho da indústria de jogos no Brasil.

O selo é destinado a empresas associadas à Abragames, eventos e patrocinadores que cumpram a cota de 10% de pessoas negras e indígenas entre seus funcionários. A porcentagem ainda é vista como baixa pela entidade, considerando que o Brasil possui 54% de pessoas negras ou pardas segundo o IBGE.

“Porém, na indústria de jogos, a presença deste grupo ainda é muito baixa e queremos começar a mudar isso e incentivar empresários e equipes a incluir este grupo da população em suas equipes”, pondera Simon Gamboa, representante negro do Conselho da Diversidade e um dos autores do selo da Diversidade Racial da Abragames.

Em janeiro deste ano, a associação também lançou o mesmo selo de Apoio e Incentivo à Diversidade, mas para as categorias Gênero e LGBTQI+.

Para anunciar a criação do selo, o Conselho de Diversidade da Abragames promoveu, no dia 07 de agosto deste ano, o debate “Representatividade Negra nos Games”, na Unibes Cultural. O evento reuniu profissionais do setor para discutir o tema.

Entre os participantes, estiveram presentes Zé Wilson, do estúdio Pix Juice; Raquel Motta, da Sue The Real; Lucas Berto, da PUGA Studios; e Cristhyane Ribeiro, da Sinergia Games.

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Debate na Unibes Cultural sobre representatividade negra nos jogos

Ao fim do debate, o público pôde jogar Angola Janga: Picada dos Sonhos, uma adaptação do livro HQ Angola Janga – Uma história de Palmares, de Marcelo D’Salete, desenvolvido pela Sue the Real.

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